Pedir um crédito habitação exige algum capital inicial disponível. Na ausência desse capital, será que a melhor opção é pedir um crédito pessoal?
Pedir um empréstimo ao banco para comprar casa exige alguma capital inicial. Em primeiro lugar necessita de ter capital disponível para dar como “entrada”. Os bancos só financiam parte do valor do imóvel que, de acordo com a recomendação do Banco de Portugal, não pode ir além dos 90%. Por isso, deve ter pelo menos 10% do valor disponível, embora alguns bancos possam exigir mais. A somar a isso, ainda vai ter que contar com outros custos iniciais, como é o caso dos impostos ou da escritura. Para quem não tem este capital inicial necessário, é preciso ponderar outras soluções. Não são raros os casos em que a opção passa por contrair um crédito pessoal para suportar esse valor inicial. Mas será que essa opção é a mais vantajosa?
Crédito Pessoal para a entrada do Crédito Habitação – Sim ou não?
A resposta é não. Contrair um crédito pessoal para pagar a entrada e os restantes custos de um crédito habitação é algo que pode trazer consequências significativas para a saúde financeira.
Nesta situação do crédito pessoal, o que alguns clientes fazem é pedir primeiro o crédito habitação e informar erradamente o banco que já têm os 10% de entrada disponível. Depois do banco aprovar o crédito habitação, o cliente procura outra instituição bancária e solicita então um crédito pessoal para garantir o valor necessário.
Parece tudo perfeitamente viável, mas e se o banco do crédito habitação descobrir? Nesse caso, a aprovação do crédito habitação pode ser cancelada, mesmo que já esteja tudo pré-definido. Resultado disso: o cliente não consegue comprar casa e ainda fica com o crédito pessoal por pagar (em alguns casos, até pode perder o sinal dado ao proprietário da casa aquando do Contrato de Promessa Compra e Venda, dependendo do que ficou definido no contrato).
Claro que nem todos os casos correm mal. Existem algumas situações destas que avançam sem qualquer entrave. Contudo, vamos imaginar que o cliente fica então a pagar dois créditos ao mesmo tempo – o da casa e o pessoal. Será que consegue suportar o encargo mensal das duas prestações? E se os juros aumentam? E se acontece algum imprevisto na vida familiar e/ou profissional que afete a capacidade financeira? É preciso ter muito cuidado pois esta opção pode implicar sérios problemas financeiros.